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Diante do crescimento de 9,47% da economia brasileira nos meses de julho, agosto e setembro, divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil está de fato saindo da recessão. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) indicou o crescimento em comparação ao segundo trimestre.

“A economia está voltando, saímos da recessão agora, vamos oficialmente sair da recessão. Estamos retomando o crescimento econômico. Nossos desafios são justamente transformar essa recuperação cíclica desses últimos três meses e que deve se projetar para o ano que vem em torno de 3%, 3,5%, 4%”, ressaltou Paulo Guedes ao participar do 39° Encontro Nacional de Comércio Exterior.

“Essa forte recuperação cíclica, temos aí um ano e pouco para transformar isso na retomada de crescimento sustentável. Ou seja, ao invés de uma onda de consumo, numa forte recuperação cíclica, expandindo a utilização da capacidade ociosa. O desafio é transformar isso na ampliação da capacidade produtiva, que são os investimentos, é transformar a onda de consumo na onda de investimentos”, acrescenta o ministro.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajudar o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. Incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Medidas do Governo

O ministro da Economia detalhou algumas das medidas adotadas pelo Governo Federal que foram fundamentais para que o Brasil retomasse a trajetória de crescimento. Entre elas, as reformas da previdência e administrativa. Guedes afirmou ainda que a retomada da economia ocorrerá sem o aumento de impostos.

“Atacamos primeiro os privilégios da previdência social, depois derrubamos os juros e teremos uma economia de juros de R$ 400 bilhões”, explica Guedes. “Finalmente, a terceira grande despesa, que eram os salários do funcionalismo público, o custo da máquina, fizemos uma reforma administrativa cuja estima conservadora é de R$ 300 bilhões de economia nos próximos dez anos.”

Guedes citou também que o Governo está aprovando marcos regulatórios importantes em áreas como saneamento e gás natural para acelerar a atração de investimentos para o Brasil. E a crescente digitalização dos serviços públicos que tem aumentado a produtividade e gerado economia.

Auxílio Emergencial

O pagamento do auxílio à parcela da população que mais sofre os impactos financeiros do novo coronavírus foi outra medida apontada por Paulo Guedes como importante. “Mostramos que a saúde e vida dos brasileiros em primeiro lugar. Gastamos o que era para ser gasto. O resultado é que o Brasil atravessou a crise e já voltou, saindo da recessão e retomando o crescimento com as reformas.”

Criação de empregos

O ministro destacou a retomada dos empregos como um sinal da retomada da economia brasileira. “Criamos 300 mil empregos em setembro, foram 100 mil em julho, 200 mil em agosto. O ritmo está tão forte que talvez seja difícil manter esse ritmo. Mas a verdade é que estamos com uma perda de emprego este ano em torno de 550 mil, menor que a perda de empregos que o Brasil teve na recessão de 2015”.

A construção civil foi indicada como um dos impulsionadores da alavancagem da economia. “Com os juros baixos e o câmbio alto, os investimentos estão voltando. (…) Durante a crise generalizada, o setor de construção civil criou empregos e agora está acelerando as contratações”, relata o ministro.

-Governo Federal/ gov.br

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